Poesia 06: O Outro Rei do Natal

krampus-4  Para comemorar a chegada do natal eu decidi por a mão na massa e fazer um poema, algo que não tentava fazer a algum tempo, mas como um escritor principalmente de Terror eu queria fazer algo diferente dos poemas de natal que se encontra por ai. Nada de mensagens de boas festas e felicidade, eu queria explorar o lado negro e assustador do natal então sai em busca de algo que me ajudasse a isso. No inicio pensei em explorar a figura do Papai Noel como um louco invadindo uma casa, mas acabei durante um processo de pesquisa encontrando exatamente o que eu queria numa antiga figura mitológica. O Krampus era retratado no passado como um tipo de assistente do Papai Noel, enquanto o Velho bonzinho entregava presentes às crianças boazinhas o Krampus ia atrás das crianças levadas para assustá-las e puni-las. Com o tempo a figura do Krampus foi vista como pesada demais, ele era retratado como um tipo de demônio e foi substituída pelo carvão, mas em alguns lugares dos Alpes a figura do Krampus ainda é usada. Decidi então fazer o poema para homenagear a essa figura esquecida, mas importante, do Natal. Eu ainda não vou desejar boas festas por que esse não é o ultimo post preparado para hoje.

O Outro Rei do Natal

Os sinos tocam na noite e indicam que a meia-noite chegou
Luzes iluminam a noite e a neve cai do céu escuro
Canções enchem a noite, porem um som e tudo calou
Crianças esperam na noite, esperam pelo velho que os amou
O velho que domina a noite com um coração de ouro e puro
Porem dessa vez a noite não é dele, pois o outro chegou

Aquele que um dia dominou, mas hoje vive na sombra
Aquele de terrível sorriso e cruel missão
Ele já andou ao lado do velho, mas hoje só lhe resta penumbra
Ele não tem presentes e nem bondade, mas tem paixão
Paixão por seu trabalho, punir aqueles que merecem
Ele é o Krampus o outro rei do Natal

No passado ele foi um assistente e companheiro
Agora é relegado ao nada e esquecimento
Porem ele caminha e vaga pelo mundo o conselheiro
Acorrentado ele cruza o mundo sem divertimento
Apenas fazendo o seu cruel trabalho
Assustar e Punir aqueles que foram ruins

Então cuidado ao apagar as luzes no escuro do seu quarto
Pois o barulho que você escuta no andar de baixo
Pode não ser do velho, mas sim de seu esquecido irmão
Para ele não existe gloria ou canções
Ninguém o espera no escuro da noite
Pois ele é Krampus o outro rei do natal

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